
Minha maior decepção nesta vida vinífira chama-se Tocornal.
Há 7 anos atrás, quando fui pela primeira vez para a Argentina, com minha esposa, Monique, tomamos muito vinho. Aliás, nossos dois primeiros anos de relacionamento foi bastante regado, e creio, nosso consumo per capita de vinho foi bem, bem superior à média brasileira... Mas, por sermos novos "neste mundo" e também por sermos jovens realmente (jovem= sem muito dinheiro), nosso paladar, percebo hoje, não estava muito apurado... Na Argentina, tomamos o Tocornal, que durante anos, consideri o vinho da minha vida... foi apenas uma garrafa, mas foi "a" garrafa... aveludado...delicioso...uma lenda para mim... De volta ao Brasil, nunca mais encontrei-o... Em nenhuma adega, restaurante...nada. Sendo assim, a lenda ganhou volume, ganhou raízes. Ano passado, de volta à Argentina, meu coração disparou ao reencontrar o velho e bom romance... Mas, quando degustei novamente o Tocornal, a paixão foi substituída pela decepção...Muito ácido, sem corpo...enfim, ruim. Ou piorou muito, ou meu paladar melhorou demais...sei lá... a emoção foi tanta, que não comprei outra garrafa para conferir...

Fala, Vinicius. Ler seu post me surpreendeu. Isso porque eu estava
ResponderExcluirexatamente procurando pelo Tocornal... Bom, para me situar melhor,
ainda não tive a segunda experiência com o vinho, como você. Nas duas
vezes em que estive em Buenos Aires, pedi esse vinho. A primeira vez
tornou a experiência ainda mais impactante. Eu acabara de chegar à
capital argentina, sozinho, e saí para jantar em San Telmo. Pedi quase
que no instinto, e fiquei impressionado.
Na segunda vez, com minha namorada, meses depois, pedi novamente, ela
também gostou e eu trouxe umas 2 ou 3 garrafas.
Nos últimos anos tenho apreciado outros vinhos e Já tinha lido
comentários como o seu (aquele vinho que provei anos atrás piorou ou
meu paladar melhorou?), o que me fazia pensar se esse reencontro seria
bom...
Impressiona o fato de não o encontrarmos por aqui.
De fato tudo isso contribui para a criação de uma lenda ao redor do vinho.
Bom, ainda assim acho que terei de passar por essa segunda
experiência. Voltando à capital porteña, não sei se resistirei à prova
(com meu próprio paladar) que o encantamento deu-se somente pela minha
ignorância no mundo dos vinhos, à época.