“Ἐν οἴνῳ ἀλήθεια”

“Ἐν οἴνῳ ἀλήθεια”
IN VINO VERITAS

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Tocornal by Concha e Toro



Por Vinicius e Monique.


Minha maior decepção nesta vida vinífira chama-se Tocornal.


Há 7 anos atrás, quando fui pela primeira vez para a Argentina, com minha esposa, Monique, tomamos muito vinho. Aliás, nossos dois primeiros anos de relacionamento foi bastante regado, e creio, nosso consumo per capita de vinho foi bem, bem superior à média brasileira... Mas, por sermos novos "neste mundo" e também por sermos jovens realmente (jovem= sem muito dinheiro), nosso paladar, percebo hoje, não estava muito apurado... Na Argentina, tomamos o Tocornal, que durante anos, consideri o vinho da minha vida... foi apenas uma garrafa, mas foi "a" garrafa... aveludado...delicioso...uma lenda para mim... De volta ao Brasil, nunca mais encontrei-o... Em nenhuma adega, restaurante...nada. Sendo assim, a lenda ganhou volume, ganhou raízes. Ano passado, de volta à Argentina, meu coração disparou ao reencontrar o velho e bom romance... Mas, quando degustei novamente o Tocornal, a paixão foi substituída pela decepção...Muito ácido, sem corpo...enfim, ruim. Ou piorou muito, ou meu paladar melhorou demais...sei lá... a emoção foi tanta, que não comprei outra garrafa para conferir...



Um comentário:

  1. Fala, Vinicius. Ler seu post me surpreendeu. Isso porque eu estava
    exatamente procurando pelo Tocornal... Bom, para me situar melhor,
    ainda não tive a segunda experiência com o vinho, como você. Nas duas
    vezes em que estive em Buenos Aires, pedi esse vinho. A primeira vez
    tornou a experiência ainda mais impactante. Eu acabara de chegar à
    capital argentina, sozinho, e saí para jantar em San Telmo. Pedi quase
    que no instinto, e fiquei impressionado.
    Na segunda vez, com minha namorada, meses depois, pedi novamente, ela
    também gostou e eu trouxe umas 2 ou 3 garrafas.
    Nos últimos anos tenho apreciado outros vinhos e Já tinha lido
    comentários como o seu (aquele vinho que provei anos atrás piorou ou
    meu paladar melhorou?), o que me fazia pensar se esse reencontro seria
    bom...
    Impressiona o fato de não o encontrarmos por aqui.
    De fato tudo isso contribui para a criação de uma lenda ao redor do vinho.
    Bom, ainda assim acho que terei de passar por essa segunda
    experiência. Voltando à capital porteña, não sei se resistirei à prova
    (com meu próprio paladar) que o encantamento deu-se somente pela minha
    ignorância no mundo dos vinhos, à época.

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